Todas as horas do NX Zero
Postado em 02 Apr 2008 • Por Léo0 Comentários
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A banda nacional de rock mais premiada de 2007 lança DVD e prepara novo álbum

O acanhado mainstream do rock nacional, que costuma se renovar com a velocidade de uma tartaruga, foi tomado de assalto na temporada 2007 pelo NX Zero, grupo paulista de hardcore melódico formado por Di Ferrero (vocal, 22 anos), Dani Weksler (bateria, 22), Caco Grandino (baixo, 21), Fi Ricardo (guitarra, 21) e Gee Rocha (guitarra e backing vocal, 21).


Os caras venderam mais de 50 mil cópias do CD NX Zero (editado no final de 2006 pela Arsenal Music, gravadora do midas Rick Bonadio) e ganharam os principais prêmios da indústria pop do país: artista e hit do ano no Video Music Brasil da MTV, revelação do Multishow e música do ano e revelação no Domingão do Faustão.


A intensidade dos acontecimentos e a pouca idade dos integrantes fez muita gente pensar que o NX Zero, além de ser um grupo recém-formado, nasceu com o bumbum virado para a Lua e não precisou ralar para atingir o sucesso. Às vesperas de entrar em estúdio para gravar novo álbum, a banda resolveu contar a sua história no seu primeiro DVD individual: 62 Mil horas até aqui (em 2007 eles dividiram o MTV ao vivo 5 bandas de rock com Fresno, Moptop, Hateen e Forfun).


Simples e típico produto de entressafra para fãs (que também podem baixar o conteúdo do DVD no portal Vivo Play), 62 mil horas até aqui traz o NX Zero, em estúdio, tocando 16 músicas conhecidas do seu repertório e uma cover de Apenas mais uma de amor, de Lulu Santos. Nos extras, que incluem também fotos e os clipes de Além de mim, Pela última vez e Razões e emoções, é que os rapazes, sentados em volta de uma mesa no escritório de Bonadio, relembram a sua trajetória até a fama.


“Esse documentário matou a vontade de falar sobre o nosso passado, de onde viemos, como surgimos. Nas entrevistas, o ano passado, a gente não tinha oportunidade de falar sobre isso, porque as perguntas eram sempre sobre o sucesso, aquele momento específico, principalmente nos programas de tevê”, explica por telefone, de Sampa, o vocalista Di Ferrero.


Formado em 2001, o NX Zero começou a mudar de sorte com a entrada de Di. No DVD 62 Mil horas até aqui, os companheiros do vocalistas reconhecem que ele foi o cara certo na hora certa. Depois de sua chegada em 2004, o grupo passou a ter unidade de fato e as coisas passaram a acontecer, inclusive o lançamento do primeiro e independente disco, Diálogo?, no mesmo ano.


“Tenho quatro cópias ainda em casa. Foi com um clipe toscão desse disco que conseguimos entrar na MTV, através de um amigo que trabalhava em frente à emissora e conhecia o pessoal de lá. Mesmo que o clipe só passasse de madrugada (risos)”. O grande e decisivo feito seguinte foi cair nas graças de Rick Bonadio, produtor de bandas como Mamonas Assassinas, Charlie Brown Jr. e CPM 22.


A sonoridade original do grupo, um hardcore bem mais veloz e cru, ganhou definição instrumental e passou a explorar a combinação de peso e melodia. “Antes, eu não sabia o que era um metrônomo (relógio que marca o tempo musical). Não sabia que baixo e bateria têm que estar juntos, entrosados. Isso faz uma enorme diferença e aumenta a pressão”, revela Di.


Prova de fogo - Esta semana, os garotos começam a gravar novo álbum com Rick Bonadio. O lançamento está previsto para junho. E a lenda sobre a pressão que é fazer o segundo disco após um grande sucesso? “Pois é, já fizemos a pré-produção e foi tranqüila. Essa pressão é mesmo uma lenda urbana. Estamos felizes. É como se tirássemos um peso das nossas costas. Este ano, a gente quer provar que veio para ficar”.


As novas composições (entre elas, Daqui pra frente, Cedo ou tarde e Inimigo visível), adianta o vocalista e principal letrista do grupo, refletem as mudanças, o novo cotidiano. “Estão ainda mais sinceras e 100% verdadeiras, mas prefiro não falar muito sobre a inspiracão, porque isso às vezes tira o mistério para o fã ou a pessoa que gosta da canção. Eu mesmo já passei por isso. Tinha uma música do Stone Temple Pilots que eu adorava, aí li numa entrevista do Scott Weiland que a letra falava de drogas. Fiquei decepcionado”.


De bem com a vida e admirador de artistas de estilos diferentes como Incubus, U2 (Bono é o seu vocalista favorito, junto com Steven Tyler, do Aerosmith), John Mayer, Adoniran Barbosa e Demônios da Garoa, Diego Ferrero só não gosta é de gente invejosa que tenta secar o seu sucesso ascendente e de ver o NX Zero ser associado de algum modo ao modismo emo.


“Rola muito olho-gordo, inveja de quem tá na batalha há muito tempo e acha que um bando de garotos não merece ter chegado lá, sem saber quem somos, realmente. Quanto a essa história de emo, nunca fomos emo. A mídia foi quem tentou nos associar ao rótulo, mas não pegou e já passou. Nem quem era emo se considera mais emo. Virou um xingamento”, encerra.

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FICHA

DVD: 62 Mil horas até aqui
Artista: NX Zero
Produção: Rick Bonadio
Gravadora: Arsenal/Universal
Preço: R$29,20 (em média)




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